quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

GEORGE LUCAS | GUERRA NAS ESTRELAS



EPISÓDIO IV - UMA NOVA ESPERANÇA

Há muito tempo atrás em uma galáxia muito distante, os chamados Cavaleiros JEDI foram extintos pela ira de um poderoso SITH e o seu Império comanda a galáxia com punho de ferro.
Mas, um pequeno grupo de Rebeldes ousou desafiar a potência imperial roubando os planos secretos de uma poderosa estação bélica chamada A ESTRELA DA MORTE que é capaz de destruir um planeta! O servo de maior confiança deste imperador, DARTH VADER

tem a missão de encontrar esses planos escondidos em um androide mecânico além de localizar o esconderijo da rebelião rebelde. Após um ataque a nave da Princesa LÉIA ORGANA, a líder dos rebeldes, Vader começa sua busca. Mas ela já havia enviado o robô em segurança e mandou um pedido de socorro em um holograma, que é interceptado por um simples fazendeiro que descobrirá sua jornada como Jedi,  LUKE SKYWALKER. Assim, o rapaz aceita o seu destino: de resgatar a princesa e ajudar a rebelião em sua causa. Ele conta com um velho Jedi, meio anjo da guarda chamado OBI-WAN KENOBI, que lhe ensina os primeiros ensinamentos , um piloto presunçoso HAN SOLO e seu co-piloto, CHEWBACCA e os excêntricos dróides R2 D2 e C3PO que foram parar no planeta deserto TATOINNE onde residia o jovem Skywalker.


Quando estreou o primeiro filme da série, ainda não nomeado como "Episódio IV, Uma Nova Esperança" (para não confundir as primeiras plateias  foi preciso explicar que não era uma ficção científica "lustrada" e perfeita (bonitinha) na linha de clássicos como 2001: Uma Odisséia No Espaço de Stanley Kubrick, mas uma fantasia, até uma space-opera, passada em um mundo fantástico que tem pouco a ver com a ciência e mais com os quadrinhos e os seriados de Flash Gordon.
Foi visto como uma espécie de compilação deste tipo de aventura espacial, misturado com situações extraídas do faroeste. Por exemplo, Luke encontrando os parentes mortos, cita RASTROS DE ÓDIO de John Ford. A mitologia usada no roteiro é baseado em particular nas lendas do Rei Arthur e Camelot. Assim como, filmes de samurai ( A Fortaleza Escondida de Kurosawa)

e até mesmo o filme nazista: O TRIUNFO DA VONTADE , que exemplifica na entrega das medalhas da sequência final. Pois, foi este banana-split que estourou entre os jovens do mundo inteiro, confirmando a proposta de GEORGE LUCAS que dizia: " Em vez de fazer um filme social e agressivo (como era a moda de Hollywood dos anos 70), compreendi que ainda há uma coisa mais importante, o sonho e a fantasia, fazer as crianças acreditarem que a vida não é apenas um monte de lixo".

STAR WARS é a realização deste sonho: um "conto de fadas moderno", um mito. Passado, há muito tempo, numa galáxia muito longíncua. Os letreiros iniciais foram intensamente parodiados onde o herói Luke Skywalker tenta salvar uma princesa em perigo. Seus companheiros de viagem são dois robôs (C3PO foi inspirado em Metrópolis de Fritz Lang), um piloto mercenário, um velho guru e um gigante Wookie, que a princesa chama de carpete ambulante. Os fãs dos velhos seriados vão notar o uso dos efeitos de montagem, como cortina e os letreiros de introdução são também homenagens a esse estilo de série antiga, enquanto a concepção visual se inspira no que havia de mais moderno nas HQ´s e na tecnologia que encaminhava. Aliás, se tratando disso, foi este Star Wars o responsável por um novo conceito de efeitos especiais no cinema.


O resultado na tela é muito preciso e magnífico. O filme é extremamente original e muito rápido. James Cameron disse uma vez que Lucas pensa em cortes, e a narrativa de Star Wars também estabeleceu novos ritmos fílmicos. Portanto tudo na fita se leva a sério (a platéia também fica entorpecida com o visual), não é uma sátira, permitindo que o público se identifique com esses personagens e no que disse MARK HAMILL: " Um conto de fadas da moralidade juvenil".

Obviamente, como um bom homem de negócios e visionário, Lucas planejou o filme para jovens de menos de 14 anos e ou/ dentro desta faixa etária e usou uma frase que se tornou clássica: QUE A FORÇA ESTEJA COM VOCÊ.

Havia na época, até uma teoria que o filme seria uma visão disfarçada do relacionamento entre os EUA e o Vietnã, e Darth Vader seria Ho Chin Min, mas isso só comprova o culto e o fanatismo que se criou em torno da saga.

Lucas fez um filme (o melhor de toda a sua carreira como cineasta) de autor que também foi comercial. Colocou na tela os sonhos e fantasias de sua infância e conseguiu transformá-los em mitos de outras gerações. Ganhou 7 Oscars!



EUA - 1977
AVENTURA
COR
121 min.
LIVRE
WIDESCREEN
DISTRIBUIÇÃO: FOX
PRODUTORA: LUCASFILM ltd.
NOTA:
✩✩✩✩✩ EXCELENTE







TWENTIETH CENTURY FOX Apresenta Uma produção LUCASFILM ltd.
 EPISODE IV
A NEW HOPE
Estrelando 
MARK HAMILL HARRISON FORD CARRIE FISHER
PETER CUSHING
& ALEC GUINNESS
Co-estrelando 
Anthony Daniels. Kenny Baker. Peter Mayhew. David Prowse
Phil Brown. Shelagh Fraser. Jack Purvis
James Earl Jones Como a Voz de Darth Vader
Música de JOHN WILLIAMS 
Fotografia GILBERT TAYLOR
Edição 
PAUL HIRSH .RICHARD CHEW. MARCIA LUCAS
Direção De Arte JOHN BARRY Figurinos JOHN MOLLO
Produtor Executivo GEORGE LUCAS
Produzido Por GARY KURTZ
Efeitos Especiais criados na INDUSTRIAL LIGHT &  MAGIC
Escrito e Dirigido por
GEORGE LUCAS



8 comentários:

renatocinema disse...

Dos grandes filmes, estilo blockbuser, esse é o meu predileto, sem dúvida. A trilogia original foi um marco em todos os quesitos.

Pena que a nova trilogia escorregou feio.

"justificar" o maior vilão da história do cinema, na minha visão, é inaceitável.

Rodrigo Mendes disse...

RENATO: As vezes eu fico pensando que o George Lucas realmente poderia ter evitado a nova trilogia ou ter usado antigos artifícios que tornou os filmes originais tão queridos.

Mas ele é um cara que sempre foi a favor da tecnologia e se existisse em 1977 a possibilidade de CGI que ele obteve em 1999, Star Wars teria a mesma concepção e ainda assim, seria o maior sucesso de todos os tempos.

De fato, Vader é o maior vilão da história e não precisaria de um prólogo. Todavia Lucas se meteu numa armadilha ao apresentar os antigos filmes como episódios V e VI e na reapresentação do original já era o Eps. IV - Uma Nova Esperança. Então nao teve jeito e a saga precisava ser contada. Uma pena é que ficou mesmo uma certa frieza na concepção dos novos filmes. E foi um pouco esquisito o passado ter mais tecnologia que o futuro. Algo curioso aos fãs da saga, mas inútil ao espectador simpatizante.

Fora que Lucas já disse nao gostar do métier de cineasta. Ele so dirigiu estes últimos filmes para economizar dinheiro e não dividir o bolo. Seu único feito como cineasta e autor é de fato este primeiro Star Wars.

Abs.
Rodrigo

Amanda Aouad disse...

Sem dúvidas é um marco, imagino o impacto na época. Não por acaso Christopher Vogler usou seu roteiro de parâmetro para criar a Jornada do Herói, baseado nas idéias de Campbell. Gosto muito do filme, apesar de preferir O Império Contra-Ataca.

Acho, deixa eu me meter na conversa acima. hehe. De fato, Vader é o maior vilão da história do cinema, mas ele teve sua redenção em O Retorno de Jedi. Então, não acho que esse seja o maior pecado na nova trilogia. O problema foi não conseguir trabalhar melhor as histórias para que eles funcionassem por si só. Só serve como curiosidade para os fãs.

bjs

Alyson Xyzyx disse...

Sabe aquele estilo que realmente não bate com o seu gosto? Então, esse é o meu caso em relação a Guerra nas Estrelas. Não gosto, diferente de "Acho ruim".

Abraços!

http://cineaocubo.blogspot.com

Ricardo Morgan disse...

Star Wars é sensacional e gostei das duas trilogias. Claro, os clássicos são melhores!

Rodrigo Mendes disse...

AMANDA: Esta do Campbell é mesmo interessante envolto na obra de Lucas. De fato o IMPÉRIO é mais emocionante por não ter começo e nem um fim e ficamos naquela espectativa e mesmo a gente que nasceu anos depois já sabendo do enredo (eu pelo menos, rs) imagine para o público da época.

E, realmente, disse tudo quanto a redenção de Vader em JEDI. E ficou curioso para os fãs mesmo assistir como necessidade o prólogo da trilogia. Mas acho que o mais esquisito nem foi a forma de trabalhar na história e sim quanto a tecnologia e efeitos especiais abundantes que Lucas, como uma criança num parque de diversões utilizou nos primeiros episódios. Pelo menos, em questão de design, vejo que ele deveria ter sido fiel aos filmes originais né? Vide a Natalie Portman vestida como rainha e senadora. Bjs.

ALYSON: Entendo perfeitamente cara! Tem coisas que gostamos e outras não, vai do gosto. Abs.

RICARDO: Eu tbm Ricardo. Fora as pontuações referidas por mim quanto aos novos filmes no primeiro post do episódio UM. Gosto de Star Wars e ponto. Rs! Isso não atrapalha o meu divertimento. Abs.

Obrigado amigos e que a força esteja com VCS!

Reinaldo Glioche disse...

Nós gostamos dessa banana split! rsrs.
Sério, ótimo revival proposto por ti aqui.
Que a força CONTINUE com você!

abs

Rodrigo Mendes disse...

REINALDO: Que Da hora vc tbm gosta de Star Wars e banana-split Rs!
Obrigado dude e que a força esteja conosco!
Abs.
Rodrigo