quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PEDRO ALMODÓVAR | A PELE QUE HABITO

VICENTE OU VERA?

Um cirurgião plástico considerado um gênio (ANTONIO BANDERAS), assombrado por tragédias do passado, cria um tipo de pele sintética que resiste a qualquer tipo de ameaça. Sua cobaia é uma mulher que é a sua prisioneira (ELENA ANAYA), misteriosa e volátil, que detém a chave para a obsessão do médico, prestes a cair em sua armadilha fatal.

AVISO: Este texto contém SPOILERS. A Curiosidade matou o gato. Ou o tigre.



FILMES IRREGULARES PARTE X

Infelizmente, desta vez, o grande cineasta espanhol PEDRO ALMODÓVAR, conhecido por sua originalidade e trademark dirige uma fita mastigada, sem aquele ingrediente principal que é a graça de todas as suas fitas: A EMOÇÃO culminada em todas as esferas do passional. “A pele” acaba sendo um filme clínico, com características do terror e do thriller, porém com resultado FRIO, sem comédia, sem melodrama, aliás, um drama que não sai em evidência e com personagens sem amor, paixão, força e simpatia. Não que o filme não pareça Almodóvar, ele é, tem pessoas que gostaram da fita, e o filme tem tudo que faz a platéia distinguir o estilo do cineasta, todavia, ele se preocupa em fazer uma ruptura, trabalhar com um visual um pouco diferente e não pensa muito nas soluções da adaptação, um roteiro escrito em parceria com o irmão Agustín, inspirado na obra “Tarântula”, um bizarro romance do francês THIERRY JONQUET (1954-2009). A única coisa que me agrada no resultado são alguns dos diálogos que define meu gosto pelo filme. Só para exemplificar, a personagem de MARISA PAREDES diz: “Vivíamos nesta casa como vampiros, na escuridão e sem espelhos.”
 Tudo começa depois que a esposa de um grande cirurgião plástico e cientista, Robert Ledgard (Banderas) morre em um trágico acidente de carro. A mulher ficou extremamente carbonizada, um monstro, com apenas um fio de vida, agonizando com as dores das cicatrizes e vivendo seus últimos momentos com o marido. Seu acidente foi decorrência de uma fuga. Ela trai o marido com um sujeito marginal, o meio irmão de Ledgard que foi criado nas ruas da periferia brasileira e cresceu lá, Zeca (ROBERTO ÁLAMO)  que aparece na história foragido da polícia e vestido de tigre (referência ao carnaval brasileiro, a primeira de outras referências que Almodóvar faz ao Brasil). O pervertido aparece novamente anos depois e convence sua mãe, a governanta da casa de Ledgard (e também sua madre), Marília (Paredes), a deixá-lo entrar. Mais as confusões começam quando Zeca vê uma mulher semelhante a sua amante (esposa de Ledgard) através de uma televisão que transmite de um quarto em tempo real. O tarado a confunde com a falecida. Quando ele detém a própria mãe amarrando-a e amordaçando a velha na cadeira (cena que muito lembra o clássico Kika)
e entra no quarto onde Vera (Anaya) estava como prisioneira há algum tempo, os dois lutam, porém Vera não resiste a brutalidade sexual de seu predador. Eles transam loucamente para delírio do invasor, só que Ledgard chega e interrompe a trepada com dois disparos assassino de uma pistola apontada para o estuprador. Ao olhar a mulher, passiva e sofrendo, o médico resiste e não a mata. O que será que faz ele resistir a tentação? As lembranças? Sua cobaia tem a chave para a sua própria libertação e a mesma chave que condena a vida do personagem de Banderas, um Dr. Frankenstein moderno fascinado por sua nova criação, um brinquedo perigoso. Nunca devemos subestimar as mulheres, até os homens que se transformam em mulheres. Mastigando ainda mais a trama com digressões no tempo, Almodóvar explica como tudo aconteceu do momento em que Ledgard começou a fazer sua experiência de pele em humanos (contra queimaduras e picadas de insetos) e na cobaia que, além disso, sofre uma operação de mudança de sexo, a vaginoplastia, uma operação cirúrgica de redesignação sexual de homem para mulher. O motivo era mais pessoal: vingança! Quando sua filha, Norma Ledgard (BLANCA SUÁREZ) é estuprada por um rapaz, Vicente (JAN CORNET) no jardim de uma mansão durante uma festa de gala, onde ocorria uma orgia sexual entre jovens, todos de porre, Robert acaba seguindo e raptando o agressor da filha para satisfazer seu ódio e completar sua loucura.

A cena do estupro é até questionável, no começo a moça foi conivente, também estava chapada e foi de livre e espontânea vontade com o cara para o matinho, só que ela sofria um trauma de infância depois de presenciar sua mãe (carbonizada nos últimos dias de vida) se matar atirando-se da janela e caindo no quintal na presença da filha, inocente, brincando e cantando uma canção em português piegas. Isso veio à tona na hora da relação sexual. Ela começa a gritar e Vicente se assusta com a reação dela e a estapeia fortemente, o que a faz ficar inconsciente. Sem saber o que fazer ele para de penetrar nela e a veste. Uma cena de sexo atrapalhada que termina em violação. Meses depois, Norma não resiste a dor, mais psicológica do que física, e como a mãe, tem o mesmo destino diante uma ventana. Ledgard tem que sentir a perda da esposa e agora da filha. Obcecado, sozinho e rancoroso, se vira totalmente ao trabalho e nas suas experiências até que um dia resolve seguir Vicente, que trabalhava na loja de roupas femininas da mãe, arrumando vitrines. Características homossexuais, mas um heterossexual convicto. Jovem, moleque e irresponsável, não cansa de cantar a mulherada, até a empregada da loja que é lésbica. Quando consegue raptar o rapaz, Robert começa a ensiná-lo a se comportar de acordo com o tratamento médico (a cena mais absurda é quando ele mostra para o rapaz os tamanhos de dildos que ele tem que penetrar em si). Passa-se muito tempo, anos, a princípio ele tranca o moço em um calabouço e o deixa louco, para assim, deixá-lo mais passível as suas experiências estando vulnevárel psicologicamente. Que homem se submeteria a isso? Até que um dia, o médico transforma um rapaz atraente em uma mulher ainda mais atraente, vivendo em uma pele que não é a sua.
Há muitas cenas estranhas que inclui Anaya fazendo yoga com um colante, uma roupa que é a segunda pele para ajudá-la a se adaptar (principalmente para abrir o orifício de sua vagina plástica) ou quando Robert espia numa tela gigante tudo que se passa no quarto onde ela escreve com lápis de maquiagem o que esta sentindo, vivendo naquele verdadeiro purgatório meio cinzento. O filme é trágico, não tem espaço para expor as sensações e os sentimentos mais lindos que os personagens de Almodóvar geralmente apresentam por imagens ilusórias. Até mesmo aquele “calor” irresistível que reina absoluto em outras fitas suas: Matador, Má Educação, Carne Trêmula, Kika, verdadeiros thrillers.

“A Pele” não é um filme tão loucamente costurado, a impressão que eu tive é que Almodóvar e o montador Jose Salcedo, um colaborador de longa data, apenas cortam cirurgicamente o filme, com soluções práticas na estrutura narrativa, até mesmo simples, que não empolga tanto. Não há muitas cenas impactantes e revelações brilhantes. O espectador despreparado não demora muito para sacar que o rapaz era aquela mulher elástica o tempo todo, portanto não pensem que criei expectativas demais com a fita, muito pelo contrário. Cada filme do Almodóvar, quando assisti pela primeira vez já estava bem informado com relação à premissa (além de ansioso), e digo muito mais além do que ler a orelha da sinopse. “Assistir a “Fale Com Ela”,  “ De Salto Alto” ou mesmo “Volver” acabava sendo aquela surpresa. Também me lembro da primeira sessão de “A Flor Do Meu Segredo” com uma Marisa Paredes mais inspirada.  As relações humanas, as sub-tramas, a trama principal, o drama e a comédia praticamente na mesma cena, elementos estes, que predominam bastante na obra do diretor. “Má Educação” por exemplo, tinha uma metalinguagem que se intitulava “A Visita”. Em “Volver” o fantasma da mãe de Penélope Cruz, a brilhante Carmem Maura, era uma russa que tingia o cabelo e corria na bicicleta ergométrica. Com louvor fazia crer até metade da fita que estava morta e que havia voltado apenas para pedir o perdão da filha. “Tudo Sobre Minha Mãe” era sobre uma mulher que vivia duas histórias: “Um Bonde Chamado Desejo” e “A Malvada” (ou Tudo Sobre Eve) antes e depois do dilema trágico: a morte do filho. Ou seja, Almodóvar sempre foi um mestre em bater no liquidificador estórias que se convergiam em um híbrido fascinante de emoções e gêneros cinematográficos, sem perder as referências e o bom gosto pela sétima arte e sobretudo, mantendo-se fiel no estilo tão espanhol e pessoal. Este seu último filme não consegue ser tão rebelde na excelência como fez Woody Allen em “Match Point” ou Tarantino em “Bastardos Inglórios”, mudando completamente de estação. O problema principal que verifiquei em “A Pele” é que Almodóvar é somente primavera e verão, não consegue ser outono e muito menos inverno, o clima que domina o filme. Seria como se ele resolvesse um dia rodar um filme americano em inglês. Conseguem imaginar? Por mais que a proposta aqui seja outra, eu não embarquei no filme e entendo perfeitamente a minha decepção. Talvez a única parte agradável é a performance da cantora Buika. Lindamente no filme.
O retorno de Antonio Banderas é tão nostálgico como rever Carmem Maura (Volver) e Rossy De Palma (naquela cena da escada em Abraços Partidos) de volta ao aconchego do mestre que consagrou suas carreiras. Infelizmente Banderas não retorna no projeto certo, mas é bom vê-lo se esforçar na tela, falando o seu tradicional espanhol e reinando em seu habitat natural, mas é um pouco irritante notar traços de Colin Clive em seu personagem, um cientista que irracionalmente consegue selar o seu destino estupidamente nas mãos de uma criação monstruosa. Banderas, assim como Paredes, tem o final mais ridículo em um filme que tinha mais potencial. Anaya não tem aquele suor que escorre até os seios de uma deusa chamada Penélope Cruz. Ela tem uma participação interessante em “Fale Com Ela”, interpretando a mulher de Darío Grandinetti, que sai correndo nua de uma barraca, apavorada, ao ver uma serpente como era narrado nas lembranças do protagonista. Elena tem um belo corpo, mas nem por isso seus seios, olhos, lábios, coxas, fazem o filme. É incômodo uma mulher interpretar um transexual sem nenhum traço masculino, é até surreal as situações almodóvarianas nesta trama repleta de questões: as cenas trash de estupros que parecem preencher o tempo e o rapaz que não consegue dominar a situação, sempre passivo ao médico que faz de seu corpo o que quiser. Vicente parece quase não se importar. Infantil, fraco e trágico demais e quase sem motivos que sustentam a trama. O que ele escondia? Parecia estar apto e seguro nas suas relações heterossexuais. Quando é transformado em mulher passa a ter relações homossexuais, digo na alma e não corpo, sem desejo, na frieza e passividade, uma verdadeira violação sexual. O cara foi vingado sofrendo muito mais estupros do que a mocinha.
Além de dor e clemente aos predadores que não poupam em machucar com violência a área mais erógena de sua nova pele, aliás, tragicamente ele passa a perder o prazer no órgão sexual. Foi preciso sofrer abusos para então tomar atitudes drásticas (com um final que me incomodou demais) vestido com o melhor da moda feminina e se apresentando com o seu eu masculino em corpo de mulher, para o espanto da mãe que tinha esperanças de encontrá-lo vivo. Felicidade maior pode culminar numa relação que não vamos saber. Agora, Vicente como Vera, pode manter relações lésbicas com a mulher que sempre amou. Assim o filme termina abruptamente. Oi? 

A PELE QUE HABITO muito mais do que esconder características fundamentais nos personagens de Almodóvar que aparentam ser algo com pistas falsas, é um filme com crise de identidade. Um diretor-autor querendo se aventurar em um clima perigoso com a “heroína-herói” que não sabe o que é ou o que quer. Enquanto Vicente, ele foi apenas um jovem irresponsável. Como Vera, uma mulher que não é mulher, um fetiche da irracionalidade masculina, o mesmo rapaz que um dia mantinha relações sexuais irracionais e que agora se vê dominado pelo sexo forte. Remete-me a um clássico do pior cineasta de todos os tempos, Ed Wood, com o seu belo exemplar do mau gosto: “Glen Ou Glenda”?
Almodóvar e Roberto Álamo no set.
Para todos os gostos, Almodóvar divide críticas e opiniões. Foi a primeira vez que não me senti em um clima adequado assistindo a mais um filme de uma coleção de obras primas que tem o cineasta. Esta não foi uma delas, mas não importa afinal os grandes também erram. Futuramente espero estar assistindo Mina (seu próximo filme) no clima de estação certo. Flores e mais flores e ainda mais cores vivas (berrantes) numa apaixonante sessão-Almodóvar. Sem querer parecer ser duas coisas confusas na mesma pele como foi desta vez. Almodóvar habitando em outra cútis? Oh ow!
 


ESPANHA-2011
DRAMA/SUSPENSE
117 min.
COR
EM EXIBIÇÃO NOS CINEMAS
16 ANOS
PARIS FILMES
RUIM




EL DESEO Apresenta um filme de A L M O D Ó V A R
LA PIEL QUE HABITO
ANTONIO BANDERAS     ELENA ANAYA     MARISA PAREDES
JAN CORNET     ROBERTO ÁLAMO
José Luis Gómez. Eduard Fernández e Blanca Suárez
Produzido por AGUSTÍN ALMODÓVAR  ESTHER GARCIA
Música de ALBERTO IGLESIAS  Montagem JOSE SALCEDO
Diretor de Fotografia JOSÉ LUIS ALCAINE
Roteiro PEDRO ALMODÓVAR e AGUSTÍN ALMODÓVAR
Baseado no livro “Tarântula” de THIERRY JONQUET
Dirigido por
PEDRO ALMODÓVAR
La Piel Que Habito ©2011 El Deseo /Canal + España

8 comentários:

Emmanuela disse...

Olá Rodrigo!

Bom, eu te digo que assisti totalmente no clima. Na incongruência mencionada por você e por outros, localizei audácia, inspiração e descomunal singularidade.

Vi o filme em uma pré-estreia e te digo que estou louca para assistir novamente.

Seu blog está ótimo! Super informativo!


Um abraço!!

Karla Hack dos Santos disse...

Acho que esta divergência de opiniões que está gerando o filme é bem produtiva... pelo menos para minha curiosidade! heheh
Não cheguei a ver o filme, então não li por completo seu texto...
Senti que o filme decepcionou... que pena!
Gosto muito de Almódovar e de Banderas!

;D

Luiz Santiago disse...

Caro Rodrigo, acabo de ler seu texto, e, apesar de gostar do que li, estou do outro lado da margem: gostei muito do filme, e por isso discordo da linha que você adotou aqui.

Esse é um filme diferente em todos os aspectos. As divisões de opiniões são realmente muito opostas, poucas concessões existem.

Parece que para alguns o filme soou como virtuoso, o que não acontece para outros... Enfim, isso faz parte do cinema. É interessante mesmo.

Ótimo texto parceiro!

Um grande abraço.

Amanda Aouad disse...

Li com calma sua análise, quase desabafo em alguns momentos, entendo sua angústia, e até frustação. Quando disse que era diferente de tudo que Almódovar já fez foi exatamente por essa frieza que traz nos personagens. Não há o melodrama de Matador, ou a paixão de Carne Trêmula. Mas, eu gostei. Acho que o horror que nos causa aquela mente doente de Roberto e o que ele faz com Vincent forte. As coisas vão se encaixando aos poucos, nos envolvendo. É um filme para incomodar.

bjs

Gilberto Carlos disse...

Adoro o Almodovar. Já vi todos os filmes dele que encontrei, agora tenho que ver A pele que habito, que infelizmente recebeu algumas críticas negativas.

Rafael W. disse...

Preciso assistir o quanto antes, hehe.

http://cinelupinha.blogspot.com/

Reinaldo Glioche disse...

Grande Rodrigo!

Pois é. Se me permite uma análise superficial da sua análise, acho que vc mais desabafou uma frustração pessoal aqui do que percorreu as propostas estéticas e narrativas de Almodóvar. Não que haja algum mal nisso e não estou apontando isso como quem julga ou deprecia. Apenas para fazer um aparte.
Entendo perfeitamente sua posição, mas reitero minha discordância. Veja bem, em minha lista particular, não classifiquei o filme como excelente. Simplesmente pq não o acho. Como já te disse, considero os dois últimos trabalhos de Almodóvar, bem como todos esses citados por ti em sua crítica, superiores a esse filme. Nem por isso, vejo "A pele que habito", como um equívoco. Vejo que vc desgostou até mesmo do casting. Concordo que requeira alguma condescendência ter Elena Anaya, atriz de beleza e traços bem femininos, como uma transexual. Mas acho que esse recorte ilustra bem alguma impaciência sua com o filme.
A leitura do Brasil é mesmo equivocada, como o são as dos filmes Crepúsculo e Turistas. Acho que isso merece um relevo diferente.
Tb discordo da sua percepção quanto ao final e a ausência de humor. Aliás, acho que há tanto humor aqui quanto em Psicose, por exemplo. Vale lembrar que o próprio Hitch classificou seu filme como uma comédia.
De qualquer maneira, vc embasou de maneira completa, aguda, racional e emocional a sua opinião. Um verdadeiro discípulo de Almodóvar.

Grande abraço!

Rodrigo Mendes disse...

EMMANUELA: Eu tb verei outras vezes pq continuo gostando do trabalho de Almodóvar. Já vi A Pele duas vezes e ainda é o filme que (o único) não gostei dentro de tudo que ele já fez. Até mesmo o penúltimo “Abraços Partidos” que é apenas bom, supera este na minha opinião.
Obrigado por apreciar meu blog. Adoro informar os leitores com curiosidades, mas neste texto fui mesmo mais pessoal.
Beijo.

KARLA: Assista e depois volte e comente sua opinião. =D Creio que serei o único na blogosfera que continua não gostando do filme, rs!
Bjs.

AMANDA, REINALDO: Sim colegas! Eu desabafei mesmo e também fiz a minha crítica um pouco racional para não perder as estribeiras, rs rs. Vejam o meu lado: um fã incondicional de Almodóvar que não gostou de seu último trabalho. O que mais posso fazer? Vcs me conhecem e sabem que sou passional. Já estão por dentro do estilo do meu blog e como realizo o meu trabalho. No fim sempre acaba sendo mais pessoal mesmo, por mais que eu escreva críticas com curiosidades e conhecimentos cinematográficos como cereja no bolo. Neste texto não tive tempo de analisar esse tipo de conteúdo ainda pq o filme é fresco, mas não poderia deixar de comparar com as outras fitas do cineasta que tenho muito mais predileção. Acho que o meu texto já responde a minha opinião sobre a fita.

E Reinaldo não li que Hitch disse que justamente "Psicose" era um filme de comédia. Rs! Achei weird esta afirmação, até curioso. É o filme mais gore dele, tanto que para evitar mais horror foi rodado em preto e branco. No entanto, é evidente que a obra de Hitch tem aqueles momentos de humor para fazer a platéia tirar uma folga do suspense. Juro que estou tentando lembrar aqui cenas assim em Psicose. Enfim...

Obrigado por suas posições e comentários.
Debate inteligente e pertinente.
Abs.

GILBERTO: Assista sem medo e depois me diga se gostou. Vc não leu meu texto todo né? Não poupo as fofocas sobre a fita, rs! Abs!

RAFAEL: Veja o filme, mas saiba que eu não gostei, he he
Abs.